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magda_folgadoCom Magda Folgado...

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monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

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A DECO INFORMA… O Governo anunciou a descida da taxa de IVA da eletricidade para 13% na componente do consumo, nos lares com uma potência contratada até 6,9 kVA e para os primeiros 100 kWh gastos em cada mês. O restante consumo mensal - acima deste valor - continua sujeito a uma taxa de 23 por cento. As famílias numerosas (casal com três ou mais filhos) terão a taxa de IVA de 13% nos consumos até 150 kWh. A medida entrará em vigor a 1 de dezembro, para a maioria dos consumidores, mas as famílias numerosas terão de esperar até março de 2021. Segundo o Governo, a medida vem complementar a redução para 6% do IVA da tarifa de acesso incluída na componente fixa da eletricidade, nas potências até 3,45 kVA, ocorrida em 2019.

Fizemos as contas para conhecer a poupança das famílias abrangidas pela descida do IVA e constatámos que a maioria verá a fatura mensal baixar 1,50 euros por mês (representa uma poupança de 2% a 4%). Embora este seja mais um passo na direção certa, continua a ser redutor, por não abranger a totalidade da fatura, outras energias – como o gás canalizado e engarrafado – nem todos os consumidores. 

A eletricidade é um serviço público essencial e, por esta razão, não faz muito sentido haver uma diferenciação da taxa de IVA em função do consumo. Quando o Governo refere que a medida é “socialmente justa”, temos algumas dúvidas que assim seja, dado que discrimina precisamente parte dos portugueses. O IVA é um imposto cego, ou seja, não diferencia a quem é aplicado, pelo que é estranho usar este instrumento fiscal para fins de justiça social. Por outro lado, se a redução do IVA só incide na eletricidade, há uma distorção da concorrência, uma vez que tanto o gás natural como o engarrafado ou canalizado ficam de fora.

Há que relembrar que quase três quartos da eletricidade consumida nos primeiros cinco meses do ano foi proveniente de fontes renováveis. Ou seja, os portugueses subsidiaram a produção de energia renovável ao longo da última década, para agora serem penalizados pelo consumo de uma energia mais “limpa”. Aliás, as metas do Plano Nacional Integrado Energia e Clima (PNEC) e do Roteiro para a Neutralidade Carbónica (RNC) apontam a eletrificação e a eficiência energética como o caminho para a redução das emissões e a descarbonização da nossa economia. Como tal, não faz qualquer sentido penalizar este tipo de consumo.

Há muito que reivindicamos a descida da taxa de IVA para 6% na energia doméstica (eletricidade e gás natural, engarrafado e canalizado), para todos os consumidores e sobre todas as componentes da fatura. Desde 2018, mais de 86 mil consumidores juntaram a sua voz à nossa. Contudo, não vamos baixar os braços e não descansaremos enquanto Portugal continuar a ser dos países com a energia mais cara da Europa.

GPI DECO-AlgarveTaxaIVAEletricidade

A DECO INFORMA… A partir de janeiro de 2021, ao fazer uma compra online com cartão de crédito ou de débito, não poderá confirmar a operação apenas com os dados do cartão (número, data de validade e código CVV/CVC), como até aqui. À semelhança do que já acontece com o homebanking, vai ser adotada a chamada "autenticação forte", ou seja, para confirmar o pagamento será necessário recorrer a outros elementos de segurança, por exemplo, uma password, uma impressão digital ou um código enviado por SMS.

Assim, mesmo que os dados do cartão sejam comprometidos, se não for colocado o elemento de segurança extra, a compra não prossegue, mitigando as fraudes existentes neste tipo de transações. Mas, para receber o código por SMS, que é o elemento mais utilizado na autenticação forte, os contactos associados às contas bancárias têm de estar atualizados.

Recomendamos que atualize os seus contactos nas diferentes instituições bancárias até ao fim de agosto, pois se não o fizer, corre o risco de, após a implementação desta tecnologia, não conseguir fazer pagamentos eletrónicos com o cartão, por não receber o referido código por SMS.

A autenticação forte foi uma das medidas introduzidas pela versão revista da Diretiva de Serviços de Pagamento, cuja transposição para a legislação nacional entrou em vigor em setembro de 2019. Esta tem como objetivo reduzir os riscos de fraude e reforçar a segurança no acesso ao homebanking e nas operações através de meios digitais. 

O reforço da segurança dos meios de pagamento online, pelos bancos e prestadores de serviços de pagamentos, procura precisamente reduzir os riscos de burla e fraude neste tipo de operações, os quais têm crescido desde o início da pandemia da covid-19.

A diretiva prevê que, em caso de utilização fraudulenta dos meios de pagamento, a responsabilidade imputada ao consumidor não pode ser superior a €50, desde que não tenha existido negligência da sua parte. Assim, se for vítima de fraude no contexto de um pagamento online, reclame junto da entidade em causa ou no Portal do Cliente Bancário.  

GPI DECO-AlgarveDECOLogotipo1

“Corre o rumor de que é obrigatório mudar as matrículas de todos os veículos para as matrículas novas homologadas pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes atribuídas a partir de 2 de Março. É verdade?”

A DECO INFORMA… Se o seu carro foi matriculado antes de 2 de março de 2020, as chapas de matrícula da série anterior e das séries precedentes mantêm-se perfeitamente válidas, não havendo necessidade de serem substituídas.

No entanto, pode trocar a sua matrícula por um dos modelos novos, mas não tem a obrigação de o fazer. 

Contudo, certifique-se de que escolhe um estabelecimento certificado que cumpra as medidas homologadas, ou arrisca-se a coima até 600 euros e a chumbar na inspeção periódica obrigatória. 

A primeira grande diferença entre as chapas passa por as matrículas antigas combinarem dois pares de algarismos intervalados por um par de letras; o formato atual prevê dois grupos de letras nas extremidades com dois algarismos ao centro.

A outra grande alteração tem que ver com a eliminação, no novo modelo, do ano e do mês da matrícula do veículo. Na verdade, Portugal é o único país dos 27 Estados-Membros da União Europeia cujas chapas de matrícula indicam o mês e o ano da matrícula do veículo. Esta situação é geradora de interpretações incorretas por parte das entidades fiscalizadoras do trânsito ao nível europeu, uma vez que diversos países utilizam a indicação de mês e ano na chapa para inscrever a data-limite de validade da matrícula, situação comum no caso de matrículas temporárias ou de exportação.

São também eliminados a barra amarela e os traços separadores de grupos de carateres. 

Mantêm-se, no entanto, o espaço entre os dois grupos de duas letras intercalados por um grupo de dois algarismos. A disposição dos grupos deve ser centrada vertical e horizontalmente, e o espaçamento deve ser de 20 mm entre grupos e de 10 mm entre carateres do mesmo grupo.

GPI DECO-AlgarveMatriculasVeiculos

Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

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Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

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Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

Para assinalar o Dia Mundial do Coração, efeméride comemorada todos os anos a 29 de setembro, a Fundação Portuguesa de Cardiologia vai promover a Quinzena do Coração sob o mote “Use o coração para prevenir as doenças cardiovasculares” e com a realização de diversas iniciativas. O objetivo é sensibilizar a população para a importância de cuidar do coração, um ato que assume uma importância ainda maior numa altura em que o mundo enfrenta uma pandemia. 

“Os sistemas de saúde, os profissionais de saúde e a população têm vivido tempos muito difíceis e é muito importante continuarmos a promover iniciativas capazes de consciencializar cada vez mais a população para a importância de cuidarmos dos nossos corações. A Covid-19 é responsável por várias complicações graves nos doentes cardiovasculares, como é o caso das miocardites, arritmias, tromboembolismo e enfartes do miocárdio. Sabemos também que estes doentes têm um maior risco de morte no caso de infeção por Covid-19, pelo que a Fundação Portuguesa de Cardiologia quer fazer a diferença e diminuir o impacto desta pandemia neste grupo de risco”, sublinha Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

Para aumentar a consciencialização em torno da temática, a Fundação Portuguesa de Cardiologia vai partilhar ao longo de 15 dias, nas suas redes sociais, um conjunto de vídeos que vão abordar temáticas como a importância da atividade física em seniores e nos jovens, alimentação saudável, hipertensão arterial, suporte básico de vida, entre outros. Alguns destes vídeos, contam com a colaboração da Federação de Ginástica de Portugal e da Federação Portuguesa de Atletismo. Quem também se vai juntar à Fundação Portuguesa de Cardiologia nesta Quinzena do Coração são os chefes de cozinha Justa Nobre e Chakall que darão o seu contributo em vídeo com a partilha de receitas saudáveis. 

A Fundação Portuguesa de Cardiologia vai ainda promover um webinar, no dia 29 de setembro, pelas 18h30, dedicado à temática “Doentes cardíacos e Covid-19”.

Ainda no dia 29 de setembro, a Fundação Portuguesa de Cardiologia, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Cardiologia e o Município de Peniche, assinalam a efeméride com um conjunto de atividades associadas à promoção da atividade física. 

O mote da Quinzena do Coração segue a linha proposta pela World Heart Federation para comemorar a efeméride em 2020. De acordo com esta entidade internacional, vivemos atualmente tempos sem precedentes, nos quais 

sistemas de saúde e profissionais de saúde foram desafiados ao limite, sendo agora mais importante do que nunca que a população tenha um papel fundamental e cuide do seu coração e dos seus familiares e amigos, consciencializando todos à sua volta para a importância deste gesto. 

Mais informação em http://www.fpcardiologia.pt/.

LPMDiaMundialCoracao

Artigo de opinião de Paulo Paixão, Presidente da Sociedade Portuguesa de Virologia e Médico Virologista da SYNLAB Portugal.

O regresso às aulas em época de COVID-19 continua a ser uma das maiores preocupações dos pais, que receiam pela segurança dos filhos, e da população em geral, que receia o aumento do possível risco de contágio. 

Mas a experiência de outros países mostra-nos que a transmissão nas escolas não é tão elevada como era expectável. Muito se fala de França, por terem já sido encerradas mais de 20 escolas logo no início. Porém, é preciso lembrar que são pouco mais de duas dezenas de instituições, em cerca de 60 mil, e que, na sua maioria, fecharam por questões preventivas. 

As escolas portuguesas têm condições para receber os alunos novamente, mas tem de haver consciência de que a probabilidade de as crianças contraírem o vírus é sempre mais acrescida do que se ficarem em casa. O risco é relativamente baixo, mas para o mantermos baixo,  devemos referir que para além das autoridades de saúde, das escolas e dos seus profissionais, também os pais têm um papel muito importante, no sentido de consciencializar os filhos para as regras do distanciamento social, da lavagem das mãos e da etiqueta respiratória, que, de forma alguma, podem deixar de ser cumpridas. Os pais têm de ter a responsabilidade individual de conduzir as suas crianças e/ou instruírem os seus adolescentes, que são o grupo mais problemático, para cumprirem as regras no espaço escolar. 

O grande problema não está tanto nas salas de aula, mas nos tempos de pausa. É preciso explicar muito bem às crianças e adolescentes que, mesmo nessas alturas, é fundamental continuar a usar a máscara (as crianças com idade para a utilizar, naturalmente) - exceto à refeição-, e a manter a distância. É também importante consciencializar as crianças e os jovens para utilizarem máscara dentro do espaço escolar e nos transportes, durante o percurso até á escola; guardarem a distância de segurança dos colegas, professores e funcionários da escola; seguirem as normas de Etiqueta respiratória que incluem tapar o nariz e a boca com um lenço de papel ou com o braço, quando espirrar ou tossir; e efetuarem a correta higiene das mãos, desinfetando ou lavando as mãos depois de tocar em superfícies ou objetos. Estas regras são para todos. São difíceis de cumprir, mas são essenciais.

No geral, as instituições de ensino estão bem organizadas, com circuitos e formas de atuação bem definidas. As diretrizes emitidas pela Direção-Geral de Saúde (DGS) e as condições instituídas nas escolas asseguram a minimização do contágio por SARS-CoV-2. No meu entender, uma  informação que carece de melhor explicação é a clarificação de  quais são exatamente os sintomas de infeção respiratória indicadores de que os pais não podem levar as crianças à escola e, ainda, como devem atuar nesta situação. É claro que crianças sintomáticas não podem ir à escola, mas é preciso que a DGS defina melhor o que se entende por sintomático neste escalão etário e que deverá implicar ficar no domicílio.

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A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai assinalar, em Portugal, a Semana Europeia de Consciencialização para a Doença Valvular Cardíaca, de 14 a 20 de setembro de 2020. Esta iniciativa integra-se na campanha Corações de Amanhã que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República. 

“Acreditamos que ao aumentar a consciencialização sobre as doenças valvulares cardíacas estaremos a garantir que os doentes estão mais informados e capacitados para identificar sintomas (cansaço, dor no peito e desmaios) e recorrer ao profissional de saúde (médico de família ou cardiologista), o que irá permitir o diagnóstico e tratamento atempado”, explica Rui Campante Teles, Coordenador da campanha Corações de Amanhã. 

No âmbito da Semana Europeia de Consciencialização para a Doença Valvular Cardíaca, a APIC vai promover uma coleção de vídeos de consciencialização para a estenose aórtica e insuficiência mitral, as principais doenças valvulares cardíacas, junto das universidades seniores e unidades de cuidados de saúde primários. Os vídeos podem ser visualizados no canal de Youtube da APIC em: http://www.youtube.com/c/AssociaçãoPortuguesadeIntervençãoCardiovascular

“Esta iniciativa enquadra-se também nos objetivos institucionais da APIC que pretende estar cada vez mais próxima da comunidade, numa perspetiva de consciencialização para a prevenção e diagnóstico precoce das doenças cardíacas. Desta forma, vai poder, também, assegurar que os doentes estão a beneficiar de todas as formas de tratamento modernas e inovadoras disponíveis no SNS português, independentemente da sua condição social ou do local onde habitem” diz João Brum Silveira, presidente da APIC. 

A campanha “Corações de Amanhã” pretende aumentar o conhecimento e compreensão sobre a doença valvular cardíaca, promovendo o seu diagnóstico e tratamento atempado. A estenose aórtica e a insuficiência mitral são as principais doenças valvulares cardíacas. 

A estenose aórtica é uma doença que afeta cerca de 32 mil portugueses, maioritariamente pessoas acima dos 70 anos, limitando as suas capacidades e qualidade de vida. A aorta é a principal artéria do nosso corpo que transporta sangue para fora do coração. Quando o sangue sai do coração flui da válvula aórtica para a artéria aorta. A válvula aórtica tem como função evitar que o sangue bombeado pelo coração volte para trás. Na presença de estenose, a válvula aórtica não abre completamente, vai ficando cada vez mais estreita e isso impede o fluxo sanguíneo para fora do coração. Se não for detetada atempadamente esta doença pode ter um desfecho letal.

A insuficiência mitral é a segunda doença valvular mais comum, em todo o mundo, e antecipa-se que a sua prevalência aumente nos próximos anos, com o envelhecimento da população. É mais comum em homens e aumenta com a idade. Caracteriza-se por um refluxo de sangue pela válvula mitral. À medida que o ventrículo esquerdo bombeia o sangue para a aorta, um pouco de sangue retorna para trás em direção à aurícula esquerda, aumentando o volume de sangue e pressão nesse local. Este aumento da pressão arterial na aurícula esquerda aumenta a pressão do sangue nas veias dos pulmões. Será bombeado menos sangue para a circulação e os pulmões ficam como que encharcados em sangue e isto gera a falta de ar e o cansaço.

MiligramaCoracoesAmanha