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magda_folgadoCom Magda Folgado...

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monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

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A DECO INFORMA… A qualidade da água para consumo humano é plena em todo o território continental, sendo a sua segurança avaliada em 99%, um valor considerado de excelência pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).

Por isso, o recente estudo espanhol que associou o consumo de água da torneira ao cancro da bexiga deve ser lido sem alarmismos. O estudo divulgado pelo Instituto de Saúde Pública de Barcelona, que analisou a presença de trihalometanos na água da torneira de 26 países da União Europeia, tendo como base as análises realizadas entre 2015 e 2018, e que considerou que em mais de 6500 casos anuais de cancro na bexiga, 5% poderiam atribuir-se à presença daqueles químicos na água potável requer, pois, uma leitura cautelosa.

Podemos dizer que é caso para não nos preocuparmos mais do que habitualmente. Os números de 2018, divulgados anualmente pela ERSAR são inequívocos: como dissemos, o indicador de água segura atinge os 99%; aliás, essa percentagem tem vindo a crescer de forma contínua, de 50%, em 1993, para os números atuais.

De acordo com a mesma entidade, a nível nacional, em 3691 análises realizadas em amostras de água captadas nas torneiras de casa de consumidores, apenas 22 apresentavam valores de trihalometanos acima de 80 microgramas por litro de água, o máximo admissível por Lei a cumprir nos pontos de entrega e aplicável às entidades gestoras em alta responsáveis pelo tratamento da água.

O incumprimento perfaz 0,6%, uma percentagem muitíssimo pequena, que não chega a ser suficiente para concluir que a água das casas portuguesas não é globalmente segura.

A DECO reforça que a água da rede pública é de boa qualidade, tal como as análises oficiais divulgadas anualmente o confirmam. Para verificar, de forma fácil, e ao detalhe, como está a qualidade da água na sua área de residência, basta aceder ao site dos serviços municipalizados do seu concelho e conferir.

GPI DECO-AlgarveAguaTorneira

A DECO INFORMA… A quinta geração da rede móvel, que permitirá ligações mais rápidas e a possibilidade de abranger bastantes mais dispositivos numa determinada área, está prevista para 2020.

Esta implementação obriga a uma alteração das frequências usadas pela televisão digital terrestre (TDT), pois, em maio de 2017, ficou decidido que a tecnologia 5G iria utilizar a banda dos 700 MHz, e, em Portugal, esta faixa tem sido ocupada pela TDT, pelo que o serviço vai ter de transferir-se para outras bandas.

A mudança arrancou com um teste-piloto na zona de Odivelas, em novembro do ano passado, realizado pela MEO.

O processo global de adaptação de frequências, esse, começa a sul, no fim de janeiro ou já em fevereiro. Tudo tem de ficar concluído até 30 de junho.

Estas adaptações costumam demorar horas, mas o consumidor ficará sem sinal de televisão durante apenas alguns minutos, pois a MEO usará emissores portáteis, que garantem a emissão durante os trabalhos.

As equipas da MEO estarão no terreno para prestarem o apoio necessário. Entretanto, e apostando numa campanha de proximidade, estão a ser estabelecidos protocolos com câmaras municipais e juntas de freguesia, que podem passar por sessões de esclarecimento, distribuição de panfletos ou cartazes em espaços públicos.

A Anacom, autoridade das telecomunicações, também fará sessões de esclarecimento, distribuição de folhetos e envio de cartas. Está ainda disponível uma linha telefónica para esclarecimentos: 800 102 002, das 9 às 22 horas.

E o que tem o consumidor de fazer? Na grande maioria dos casos, a migração implica apenas a sintonização das novas frequências. Não será necessário comprar equipamentos, nem reorientar as antenas ou tão-pouco aderir a serviços de televisão.

Se for aliciado, deixe a sua denúncia junto da nossa Delegação, na Rua Dr. Coelho de Carvalho, n.º 1C, em Faro ou através do correio electrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

GPI DECO-AlgarveTelevisaoDT

A DECO INFORMA… Várias investigações defendem que o consumo regular de pescado gordo pode contribuir para prevenir doenças cardiovasculares, graças aos ácidos gordos essenciais do tipo ómega 3. As espécies gordas são especialmente ricas nestes constituintes, enaltecidos pelo seu efeito benéfico ao nível coronário, uma posta de peixe ou uma porção de marisco pode atingir ou mesmo ultrapassar largamente a dose recomendada de 250 miligramas de ómega 3, preconizada pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar.

Os suplementos de ómega 3 em cápsulas destacam ser uma mais-valia para a saúde, embora persistam dúvidas. A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar dá como certa que uma dose diária de 250 miligramas de ómega 3 de cadeia longa (EPA + DHA) é suficiente para manter a normal função cardíaca.

Em casos pontuais, os suplementos em cápsulas podem ser benéficos, mas não existem provas cabais ao nível da demência, das dificuldades de aprendizagem e da atividade física. Além disso, apostam num ingrediente isolado, ao contrário do que acontece com os alimentos, que resultam de uma combinação de vários nutrientes. 

As quantidades recomendadas de EPA e de DHA situam-se entre 200 e 250 miligramas por dia, mas a ingestão diária na Europa está estimada entre 400 e 500 miligramas por pessoa. O que significa que, em geral, não há carências. Se o peixe estiver presente na dieta, os suplementos são perfeitamente dispensáveis.

Coma peixe várias vezes por semana. Pode optar por peixe fresco ou congelado, salgado seco (bacalhau), capturado ou de aquicultura, ou ainda em conserva ou fumado, por exemplo. Todas as versões incluem os nutrientes que tornam o peixe uma mais-valia para a saúde, como ómega 3, iodo e selénio, entre outros.

É importante variar as espécies, alternando peixes maiores (como espadarte ou cação) com pequenos (carapau ou sardinha), e peixes magros (bacalhau, pescada ou corvina) com peixes gordos (salmão ou cavala). É igualmente recomendável variar os modos de confeção, uma vez que interferem no seu valor nutricional. Privilegie os grelhados e a cozedura a vapor. O peixe frito chega a apresentar o dobro das calorias face ao cozido, além de alterar o perfil dos ácidos gordos.  

GPI DECO-AlgarvePeixeOmega3

Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

imagem 3

Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

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Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

Artigo de Opinião de Raúl de Sousa, Optometrista e Presidente da APLO. A Degeneração Macular Relacionada com a Idade (DMRI) é a principal causa de cegueira, entre as pessoas com mais de 60 anos, nos países Ocidentais. Embora se saiba que esta é uma patologia que afeta sobretudo as mulheres e que os fatores de risco incluem a idade avançada, a pigmentação mais clara, o tabagismo, a doença cardiovascular e, possivelmente, uma componente genética, desconhece-se a razão pela qual os pacientes contraem esta doença.

A DMRI, tal como o nome indica, afeta a mácula, provocando, no fundo, uma redução da claridade da visão central. Quando se fala de cegueira, no que concerne a esta patologia, deve-se ter em atenção o facto de que, apesar de a mácula ser a zona mais sensível da visão e aquela que permite percecionar os pormenores e as cores, corresponde a uma área pequena do olho – a área central da retina. Ou seja, a Degeneração Macular Relacionada com a Idade afeta a capacidade para desempenhar determinadas atividades como ler, conduzir, ver televisão e reconhecer rostos, ver durante a noite e observar linhas retas, que requerem uma boa visão central, podendo, no entanto, não afetar a visão lateral ou periférica. Nesse caso, não provoca cegueira total, mas ainda assim representa uma severa limitação à atividade e autonomia.

Esta doença pode manifestar-se de duas formas. A mais comum (correspondendo a uma percentagem de casos entre os 85 e os 90%) denomina-se Degeneração Macular Relacionada com a Idade Seca. É simultaneamente a que se considera menos grave, uma vez que pode ter diferentes evoluções em cada olho e, numa fase inicial, não apresentar sintomas, e que a perda de visão central acentuada ocorre apenas em aproximadamente 10% dos casos.

A segunda denomina-se Degeneração Macular Relacionada com a Idade Húmida. Embora represente apenas 10% dos casos de DMRI, é a mais grave das duas, na medida em que se verifica a perda de visão central acentuada, em 90% dos pacientes. Neste caso, a doença surge devido a um crescimento anormal de vasos sanguíneos debaixo da mácula, acompanhado de hemorragias ou exsudação de fluido.

Como tal, de forma a prevenir e controlar o aparecimento desta patologia, está recomendando a todas as pessoas com mais de 60 anos, a realização de exames optométricos todos os anos, como a rede de Amsler, que permitam observar o fundo do olho – o método que nos permite avaliar a presença de metamorfopsia, alterações de perceção de formas, características da DMRI.

No quotidiano, é importante adotar comportamentos como não fumar; usar óculos de sol com proteção UVA e UVB, aquando da exposição solar, e ter uma alimentação saudável e equilibrada, que permita manter os níveis de colesterol baixos.

Já a um nível mais natural e sistematológico, vários estudos consideram que alguns nutrientes como as vitaminas C e E, o betacaroteno, o zinco, os antioxidantes luteína e zeaxantina e os caratenóides presentes no olho como desempenhando um papel fundamental na prevenção da Degeneração Macular Relacionada com a Idade.

Para já, ainda não existe cura para esta doença. Não há forma de recuperarmos a visão dos pacientes por ela afetados. Existe, no entanto, uma série de tratamentos que podem ter efeitos positivos ao nível do retardamento da sua progressão, embora sem garantia plena de resultados, como o tratamento com LASER, a injeção de medicação antiangiogénica dentro do olho, para travar a evolução dos vasos sanguíneos, ou a cirurgia, aplicáveis especialmente nos casos de DMRI Húmida. Há ainda quem defenda a eficácia de alguns suplementos nutricionais na terapêutica, embora esta hipótese não tenha sido suficientemente estudada.

Consideramos, por isso, urgente que a sensibilização da população, principalmente os idosos, para a importância do diagnóstico atempado da doença, na medida em que, quanto mais cedo for detetada, maior probabilidade existe de ser tratada.

Por outro lado, é absolutamente necessário o investimento na pesquisa sobre a DMRI, para que se avance no sentido da cura e da obtenção das respostas que nos faltam, num futuro próximo.

Sobre a APLO

A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) representa os Optometristas, a maior classe profissional de prestadores de cuidados para a saúde da visão, em Portugal. Atualmente conta com cerca de 1.220 membros. A APLO é membro do Conselho Consultivo Externo da Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade da Beira Interior, membro Fundador da Academia Europeia de Optometria e Ótica, membro do Conselho Europeu de Optometria e Ótica e membro do Conselho Mundial de Optometria. Para mais informações, consulte: www.aplo.pt

MiligramaRaulSousaDr

Por João de Araújo Correia – Presidente da SPMI. Desde o ano passado, os Internistas Portugueses reivindicaram para si o mês de Dezembro. Fizeram-no, e foram compreendidos pelos doentes e seus familiares. Sabem que em Dezembro começa um período de trabalho ainda mais exigente para a Medicina Interna.

O Serviço de Urgência fica repleto de gente, que desespera para ser atendida, desconfiada da cor atribuída pela Triagem de Manchester. A doença aguda grave e não grave, mistura-se naquele espaço, numa amálgama imensa, que a todos, médicos, enfermeiros e doentes, ameaça submergir. Sabemos todos, o quanto há para mudar nas nossas urgências. Temos de reduzir a procura, dando alternativas ao SU para o tratamento da doença aguda não grave. Com isso, poderemos cumprir a missão que nos compete, tratando os doentes complexos, graves e emergentes. Mas, enquanto isso não acontece, os Portugueses contam com o trabalho abnegado dos Internistas, que milagrosamente mantêm a qualidade assistencial perante tantas centenas de doentes.

É também em Dezembro, que os Serviços de Medicina aumentam a sua lotação em mais de 30%, para que os doentes que acorrem ao SU não fiquem dias intermináveis no SU á espera de uma vaga! Muitos Internistas, têm de se desdobrar e encontrar um tempo extra para se responsabilizarem por mais doentes, sem qualquer recompensa adicional. Na enfermaria, pululam os casos dramáticos de idosos, sem doença significativa, mas numa solidão absoluta, sem poderem contar com os cuidados de ninguém. Em Dezembro, somam-se aos solitários os abandonados, por exaustão do cuidador ou sabe-se lá porquê…A Segurança Social, exaurida de recursos, vai adiando soluções, para desespero dos médicos e dos doentes, até que, passados alguns meses, todos se resignam. Os Internistas lá continuam, a tratar os muito doentes e aqueles, que não o são menos, que sofrem na alma as agruras do abandono.

Para os Internistas, Dezembro também é de comemoração do seu aniversário. A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna nasceu a 14 de dezembro de 1951, e orgulha-se de ser a maior Sociedade Científica Médica Portuguesa, com mais de 3000 associados. Celebramos o facto de sermos muitos e de o futuro estar assegurado, com mais de 1000 Internos em formação! Com 21 Núcleos de Estudo e um Centro de Formação certificado pela DGERT, temos Internistas competentes em todas as áreas do conhecimento médico, muitos deles líderes de opinião, que não perderam a capacidade de terem uma visão global do doente.

Os Especialistas de Medicina Interna têm o seu Mês em Dezembro, mas estão sempre disponíveis. Acreditam que para além da doença, há uma pessoa para cuidar sempre e que, ás vezes, até conseguem curar!

Fonte: MiligramaJoaoACorreiaDr

DPOC Games: evento interativo dedicado à Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica aposta na formação dos Médicos de Família. No passado mês de novembro, dedicado à sensibilização para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), a Menarini Portugal organizou uma formação interativa, com um modelo moderno e digital de jogo de tabuleiro, dirigida preferencialmente aos especialistas de Medicina Geral e Familiar (MGF), com vista a apoiar a formação contínua destes profissionais.

“O médico de família está na linha da frente no diagnóstico e tratamento de qualquer doença, nomeadamente das doenças crónicas” explicou o Dr. Rui Costa, Coordenador do Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e formador da iniciativa. “Por isso, esta classe profissional tem de estar sensibilizada e saber quais são os pontos-chave para identificar um doente com DPOC. No fundo, saber se o nosso doente está ou esteve exposto a fatores de risco, com destaque para o tabaco, e avaliar se tem sintomas respiratórios”, descreveu. Nestes casos, é fundamental que o profissional que acompanha o utente solicite uma espirometria com prova de broncodilatação, o exame mais rigoroso para o diagnóstico de DPOC e, com certeza, “ficarão surpreendidos com muitos casos de DPOC que vão encontrar na sua clínica diária”.

A formação “DPOC Games” decorreu no dia 9 de novembro, em Peniche, e reuniu mais de 40 médicos de família, abordando vários aspetos da DPOC, desde a prevenção, passando pelo diagnóstico, até ao tratamento, onde foram apresentadas diferentes opções terapêuticas para controlo da doença, com respetiva demonstração do dispositivo inalatório. Para além destas vertentes do conhecimento, foi ainda incluída uma componente motivacional e comportamental, com enfoque na relação médico-doente.

“Numa patologia como esta, é fundamental a conjugação entre aquilo que é a criticidade técnica, ou seja, fazer uma abordagem adequada do ponto de vista clínico, ao mesmo tempo que se aplica uma abordagem comunicacional eficaz na relação com o doente”, esclareceu a Dr.ª Eugénia Raimundo, psicóloga e também formadora neste evento. “Faz todo o sentido, por isso, que uma iniciativa desta natureza congregue estas duas vertentes”.

A grande mensagem neste âmbito, segundo a formadora, “é não pensarmos em doente, mas pensarmos em pessoa com DPOC, para termos a noção efetiva que por detrás daquele diagnóstico está uma pessoa. A abordagem médica será tão mais eficaz, no diagnóstico e na prescrição terapêutica, quanto mais enraizada estiver esta perceção, pois permitirá uma abordagem costumizada ao doente”.

A dinâmica do evento pautou-se pela originalidade e inovação, mimetizando um jogo de tabuleiro, em formato digital, com diferentes desafios convencionais (tais como palavras cruzadas, sopa de letras, descubra as diferenças, anagrama, quiz, jogo da “batata quente”) e outros especificamente idealizados para esta iniciativa (roda dos inaladores, casos clínicos, role play, interpretação de espirometria, entre outros). Os desafios foram disputados por diferentes equipas, que competiram por uma posição vencedora no tabuleiro de jogo, com base nos conhecimentos adquiridos e considerando também o fator sorte, presente em qualquer jogo, sempre que o dado era lançado.

“Através dos vários jogos que estão incorporados nesta formação, o processo de aprendizagem torna-se mais dinâmico, atrativo e interativo, com uma envolvência direta por parte dos participantes, o que aumenta seguramente a capacidade de memorização e de assimilação do conhecimento”, considerou o Dr. Rui Costa. Reforçando esta mesma opinião, a Dr.ª Eugénia Raimundo acrescentou que “num contexto lúdico como este, os formandos quebram defesas e ficam muito mais espontâneos na interação”, destacando também o formato de dinâmica de grupo, tendo em conta o “efeito de contágio”, que estimula os vários elementos a estarem focados ao máximo no esforço de equipa. Pela sua originalidade no método de aprendizagem, a psicóloga acredita que “esta formação marcará a diferença” na consolidação de conhecimentos fundamentais para permitir um melhor diagnóstico e tratamento da DPOC em Portugal.

Em 2020, o evento será replicado pela Menarini Portugal em diversos pontos do país, permitindo a participação de um maior número de especialistas de MGF, a par da atualização de conteúdos à medida que novas evidências são publicadas.

Fonte: PR RHPEugeniaRaimRuiCostaDrs